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Sexta é dia de Feira na 304 Sul

22/03/2018
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[Lembrete: Viagem realizada em 2015]

Se você estiver em Palmas numa sexta-feira à noite, a programação é ir até a Feirinha da 304 Sul.

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Trata-se de um pavilhão que reúne de tudo: feira de artesanato (capim-dourado, para variar!), roupas populares, verduras e frutas….

 

Além das barraquinhas que vendem o tradicional artesanato em capim-dourado (chance de comprar uma última lembrancinha caso não tenha comprado durante o passeio ao Jalapão), o que eu realmente achei que vale a visita são as barraquinhas que vendem refeições/lanches!

As opções são bastante variadas em sabores e em preço: tem bistrô que serve escondidinho, tem barraca com tapioca, pastel, caldos (sabores inusitados mas eles oferecem provinha!! Experimentei o de chambari, que estava divino)…

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Para sentar, algumas mesinhas de plásticos aqui, mesinhas de madeira (daquelas de bar) ali…


Havia também barracas de caldo de cana (hum…!) e sucos de fruta feitos na hora!

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De tudo que eu experimentei lá o que mais me agradou foi uma iguaria do norte/centro-oeste do Brasil: paçoca!

Mas você, sulista como eu, não se engane: “paçoca” aqui NÃO é sobremesa! Trata-se de paçoca de carne! Eles colocam, num almofariz gigante, farinha de mandioca e carne de sol e vão socando com o pilão, até que se forma como que uma farofa com carne. É de comer de colher!

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Encontram-se algumas barracas que comercializam a paçoca de carne na feira, mas a mais famosa (e gostosa, mesmo!) é a do Rei da Paçoca!
Aguarde pacientemente na fila que vale a pena!!

Escolha o tamanho do pote (eu escolhi o menor e não consegui comer tudo em uma sentada só!), a qualidade da paçoca (com pimenta, sem pimenta) e… pronto!

Vi muita gente levando os potes para completar a refeição em casa!


Serviço
:

Feirinha da 304 Sul
Endereço: Av. LO-5, 2 – Plano Diretor Sul
Horário: Apenas às terças e sextas-feiras, a partir das 17h.
Entrada gratuita

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A ilha de Palmas

21/03/2018
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[Lembrete: Viagem realizada em 2015]

Após o alagamento do rio Tocantins para formar o lago da usina hidrelétrica Luís Eduardo Guimarães (que fica a cerca de 26 km de Palmas), desapareceu uma vila que ficava em Palmas às margens do rio: a Vila do Canela.

Após o alagamento, criaram-se algumas ilhas artificiais (basicamente para fins de lazer da população local), a maior delas foi nomeada em memória dessa vila desaparecida. Trata-se da Ilha do Canela.

Para chegar lá, é preciso ter um amigo que tenha lancha (hahah) ou entrar num dos barcos que fazem o trajeto.

 

Vista aérea da Ilha do Canela (à esquerda) e de outra ilhota (particular)

A saída é do píer da Praia da Graciosa. Compre a passagem de ida-e-volta antes de embarcar e, 15 minutos depois (ou 3 km depois), desembarque na ilha.

 


Mas não se empolgue: a ilha é beeem pequenininha (cerca de 750 metros de comprimento) e sem grandes atrativos…

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O que há lá para ver?

Na ponta direita (de quem chega no trapiche principal), fica a única lancheria/quiosque. A faixa de areia é toda ocupada com as mesinhas e guardassóis deles e, em frente, fica a única área de banho da ilha.

Cardápio (em 2015)

 

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Frequentadores da lancheria deixam a desejar no quesito “colaborando com a limpeza”…

A água é um pouco amarronzada (cor natural), mas é super-limpa, sem ondas e… morna.

Fique atento, no entanto, à cerca na volta desta área de banho: ela está lá para isolar os banhistas de animaizinhos indesejados (como piranhas) que habitam o lago. Mas, para a cerca funcionar, é crucial que o nível da água esteja abaixo da cerca. Então, fique atento: se a água estiver passando da cerca, eu não recomendaria entrar. Do contrário, entre numa boa (eu entrei e foi tranquilo).

As estacas na água seguram a rede submersa

Além disso, não espere conseguir dar muitas braçadas… a praia é uniformemente rasa (em mim, que sou baixinha, a água não passou do quatril). Então, essa praia é mais para molhar as pernas e se refrescar um pouco ou para levar uma bóia e ficar flutuando…

No perímetro da ilha, há uma pequena trilha (dá para caminhar tranquilamente de chinelo!). Há um campinho de futebol (quando estivemos por lá, estava dominado por galinhas e outros pássaros) e uma casinha (acho que é do caseiro).

A única coisa legal desta trilha me pareceu ser as vistas que se têm de Palmas:

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O pôr-do-sol visto da ponta do restaurante também é bonito!

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Fique atento ao horário da última barca de volta a Palmas (18h).

Em resumo: no passeio a Ilha do Canela, tudo é artificial (a ilha, a fauna exótica, a flora, a praia…). Eu não diria para você vir a Palmas só para visitar a ilha. Mas, se estiver dando sopa por lá e quiser se refrescar, fica a dica!

As praias de Palmas

20/03/2018
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[Lembrete: Viagem realizada em 2015]

Depois da inundação do rio Tocantins para virar o lago que abasteceria a usina hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães, na metade final dos anos 1990, Palmas ficou sem orla. Então, foram artificialmente colocados, em alguns pontos, areia e infra-estrutura que, hoje, são as praias de Palmas. Todas são distantes umas das outras (então, se seu hotel for, como o nosso, nas imediações da Praça dos Girassóis, esteja pronto para pegar um ônibus ou táxi pra chegar às praias).

Em tempo: a alta temporada praiana aqui é a mesma das praias do rio Araguaia: na época de seca (de maio a setembro)! E a água é invariavelmente um pouco amarronzada (cor natural), mas é super-limpa, sem ondas e… bem morna!


Estivemos em duas delas:

  • Praia da Graciosa

A cerca de 5 minutos de carro da Praça dos Girassóis, descendo pela avenida Juscelino Kubitschek, fica a Praia da Graciosa. A pista de carros novinha e asfaltada está separada da água por um amplo calçadão, onde estão pracinhas infantis, gramados com bancos e alguns quiosques que vendem petiscos, refeições, drinques…

 

Não chegamos a caminhar de fora a fora pela orla; ficamos mais onde está a praia propriamente dita.

Não vi muitas regiões com sombra (razão que talvez explique o fato de que o calçadão só foi encher ao cair do sol).

 

A praia em si tem boa faixa de areia e alguns guardassóis. A água é morna (quase quente!), por isso, estranhamente, não chega a refrescar tanto… Mas vale o banho!

A área balneável está isolada com uma cerca: ela está lá para isolar os banhistas de animaizinhos indesejados (como piranhas) que habitam o lago. Mas, para a cerca funcionar, é crucial que o nível da água esteja abaixo da cerca. Então, fique atento: se a água estiver passando da cerca, eu não recomendaria entrar. Do contrário, entre numa boa.

 

Ao longe, dá para ver a recente Ponte Fernando Henrique Cardoso que atravessa o lago Tocantins de Palmas a Porto Nacional. Não andamos sobre a ponte (porque nos disseram os locais que a ponte em si não tem nada demais; é apenas um recente marco histórico), mas, da Praia da Graciosa, tivemos um visual.

Ponte à tardinha

Ponte à noite

O mais legal da Praia da Graciosa foi ver o pôr-do-sol: lindo!

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  • Praia do Prata

Um pouco mais distante do centro, esta praia fica numa região ainda beeeem isolada: a gente anda, anda, anda… e só vê terrenos sem construções, mas cheios de cerradão!

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Há amplo estacionamento (de chão batido) e, em seguida, vários bares e restaurantes.

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Ao contrário da Praia da Graciosa, aqui, a faixa de areia é praticamente toda ocupada com as mesas e guardassóis dos restaurantes…

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Uma frustração para quem quer colocar sua canga e brincar de castelinhos na areia… Isso não impede, no entanto, que haja ambulantes vendendo o de sempre: chapéus, óculos, boias.

 

 

Toldos brancos (visíveis de longe) fazem quase um paredão junto à linha d’água. Os locais instalam aí, sob a sombra, suas cadeiras plásticas dentro da água.

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Assim como na Praia da Graciosa e na Ilha do Canela, aqui o banho é em área delimitada pela cerca e a profundidade é muito rasa (água não passou da minha cintura)…

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Área para banho cercada (Foto: Fernando Alves/Prefeitura de Palmas)

O esquema de cerveja aqui não é no baldinho: é no isoporzinho, mesmo!

 


A não ser esses restaurantes à beira da areia, não vi nenhuma outra infra-estrutura nessa praia (não há calçadão para caminhadas, nem pracinha para crianças…). Aqui o atrativo mesmo é comer, beber e refrescar as pernas.

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Depois de um petisquinho à sombra do toldo (o sol estava terrível neste dia!), pegamos o táxi de volta ao centro.

 

Avistando pássaros na Praça dos Girassóis

19/03/2018
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[Lembrete: viagem realizada em 2015]

Completamente sem querer, estive na Praça dos Girassóis em um dia de julho num horário (escaldante meio-dia) em que pude encontrar diversas espécies de pássaros curtindo uma sombra e se alimentando. Alguns grupos mais barulhentos, outros mais quietos; mas todos bastante numerosos.

E essa foi a coisa mais legal que encontrei a fazer aqui na Praça dos Girassóis: birdwatching!!!  Fiquei um bom tempo me divertindo ao contemplar os bichinhos ciscando, disputando comida…

Ao meu olhar completamente “ornito-leigo”, deu para ver que os territórios de cada espécie estavam bem definidos: debaixo de uma mesma árvore, estavam sempre pássaros da mesma espécie!

 

 

A exceção foi o anu-preto, que estava por todos os lados com seu bico peculiar!

Peguei os pássaros todos bem na hora do almoço (quando o centro da Praça estava super-mormacento)!!!

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De manhãzinha (conforme nos disseram os funcionários do Palácio Araguaia), passeiam pela Praça casais de araras canindé!! Só conseguimos ver uma, de relance (e nem deu para fotografar!)… Vai que você desperta mais cedo e tem mais sorte que eu? Fica a dica =D

 

Praça dos Girassóis: parte sul

19/03/2018
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Para trás do Palácio Araguaia, se espraia a parte sul da Praça, onde os destaques são:

  • Museu

O único museu que está na Praça faz alusão à Coluna Prestes (movimento liderado pelo gaúcho quando o estado do Tocantins nem estava no mapa).

 

 

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Duas branquelas!

 

 

 

A temática do museu me causou grande estranhamento (o que tem a ver a Coluna Prestes com o estado do Tocantins??). Ao entrar no prédio é que a gente fica sabendo que, em sua rota rumo ao norte, a Coluna passou por alguns lugares na região (Porto Nacional, por exemplo, que fica do outro lado da Ponte FHC). Daí, rola um momento: “Aahhhhh, tá! Agora, entendi!”.

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Mapa do percurso da Coluna pelo estado do Tocantins

 

Em tempo: na nossa expedição ao Jalapão, tomamos banho numa das cachoeiras na volta da qual dizem que a Coluna Prestes acampou por alguns meses: a linda e gostosa Cachoeira Brejo da Cama (queda d’água de 15 metros de altura).

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Cachoeira Brejo da Cama

 

O que há dentro do Memorial? Um espaço bastante vasto com alguns mapas e painéis informando sobre a Coluna e sua trajetória pelo território interiorano brasileiro.

 

Em alguns desses painéis, é possível ler as informações que explicam tanto o Memorial Coluna Prestes quanto sua relação com o movimento de Os 18 do Forte (e a presença de ambos os monumentos aqui no Tocantins): o Levante do Forte de Copacabana foi o chamado primeiro movimento tenentista (em 5 de julho de 1922) e estimulou o chamado segundo movimento tenentista, que iniciou em 5 de julho de 1924 em São Paulo. Com a forte repressão imposta ao movimento pelo presidente da República, os militantes paulistas bateram em retirada e, se encontrando com um grupo de militares também rebelados vindos do Rio Grande do Sul e liderados por Prestes, formaram a Coluna Prestes, que, em sua trajetória Brasil adentro, passou por cidades (depois tocantinenses) entre 1925 e 1926.

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Museu ao fundo e estátuas dos 18 do Forte em primeiro plano

O detalhe é que um dos líderes dos dois movimentos tenentistas foi o tenente Antônio Siqueira Campos; 60 anos depois do fim da Coluna Prestes, um de seus parentes (José Wilson Siqueira Campos) foi o deputado federal que encaminhou à Assembleia Constituinte de 1988 o projeto de criação do estado do Tocantins.

Em termos de acervo, o museu é modesto: consta uma pequena vitrine com alguns itens usados por homens da Coluna (uma espingarda, cintos…). Os únicos objetos que foram autenticamente do próprio de Prestes estão numa recriação do escritório dele, que está atrás de um biombo.

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Mesa e objetos originais de Prestes doados pela família

 

 

 

A visita ao museu, para mim, foi legal para aprender mais sobre a Coluna e sua relação com o episódio de Os 18 do Forte (para quem tem apenas uma vaga lembrança do que se trata). Mas, em termos de acervo, não tem muita coisa… Lendo tooodos os painéis, a visita leva, no máximo, 1 hora.

O que é bom: A entrada é gratuita e o salão é climatizado com ar-condicionado (para dar um tempo no calorão da Praça).

Para quem gosta da arquitetura de Niemeyer, é legal saber que este é mais um prédio de sua autoria! Pelo fato de a arquitetura de todo o restante da Praça não ter nada a ver com este visual de curvas e concreto branco, o prédio se destaca no horizonte!

O que é ruim: Para variar, Palmas ainda não está pronta para o turismo… Tentamos visitar o museu por duas vezes, sem sucesso. Só na terceira vez (em horário comercial), tivemos êxito… Se eles, pelo menos, colocassem uma plaquinha na porta informando os horários de funcionamento…

 

  • Monumentos

Nesta parte sul da Praça, há um jardim japonês meio abandonado (não entendi se o estado tem uma colônia japonesa importante, ou se esse jardim está aqui só para bonito)…

 

… o monumento em homenagem aos 18 do Forte…

 

 

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Este é o mais perto que a gente consegue chegar das esculturas

 

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Em termos de monumento, acho que este é o mais bonito da Praça: são diversas figuras humanas (em tamanho um pouco maior do que o natural) em bronze, com rostos bastante expressivos. A bandeira brasileira toda rasgada e simulando estar “ao vento” é muito expressiva também.

Só achei confuso o fato de terem escolhido o piso em pedra portuguesa para o local onde estão as estátuas (faz referência ao calçadão de Copacabana, símbolo muito mais recente do Rio de Janeiro)…

Para tirar fotos, nem pense em se colocar entre os 18: o conjunto de peças está sobre um platô isolado da praça por um espelho d’água. Então, é tirar foto de longe, mesmo.

 

Serviço:

Museu da Coluna Prestes: horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

 

 

Praça dos Girassóis: parte norte

19/03/2018
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Na parte norte da Praça dos Girassóis, os destaques são:

  • Prédios adminstrativos:

Colina abaixo, de frente para a porta principal do Palácio Araguaia, estão (à leste) a Assembleia Legislativa e (a oeste) o Palácio da Justiça.

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Assembleia Legislativa

 

 

Nas laterais do Palácio (leste e oeste), uma série de prédios baixinhos em tijolinho à vista são destinadas às secretarias de estado. Como tudo por aqui, várias ainda estão por ser construídas (e ocupadas). Me pareceu que, por ora, o estado não tem uma estrutura administrativa tão grande que justifique tantos prédios…

De todos esses espaços neste lado norte da Praça, o único que é visitável (pelo menos no período em que estivemos por lá) é o imponente Palácio Araguaia.

 

 

Mas não se empolgue muito: o que fica aberto ao visitante (inclusive nos fins de semana) é apenas o térreo, onde se vêem dois murais de azulejos (Mural das Lutas e Mural das Conquistas) contando a história do estado (mas, como não há nenhum texto ou panfleto, o turista não versado na história regional fica tentando adivinhar os fatos…).

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No térreo está também uma maquete bem legal da Praça (dá pra ver que, a exemplo da cidade, a Praça ainda está em plena construção).

Maquete da Praça

 

 

 

Durante a semana (em horário comercial), tentamos descobrir se haveria algum programa de visitação a outras partes do prédio; sem surpresa, constatamos que não havia… Depois de uma certa insistência, em manhã de uma segunda-feira, conseguimos ser recebidas por uma gentil funcionária, que nos permitiu acesso às varandas laterais do Palácio. Mas ficou claro que foi uma exceção (eles costumam receber excursões de escolas mediante agendamento prévio…). Não pudemos visitar outros andares porque estávamos de chinelo e roupas acima do joelho…

Se você não tiver lá muito interesse por esses atrativos, pelo menos ficar um tempo dentro do térreo do Palácio dá um refresco para o calorão (lá dentro é bem fresquinho!!).

 

  • Monumentos

Em meio a esses prédios administrativos, há uma extensa área seca com diversos monumentos de temáticas bastaaaaante variadas (dá a impressão de que quiseram homenagear um monte de gente e foram colocando monumento atrás de monumento… achei que faltou um pouco de coesão. Confesso que também não achei nada assim exatamente lindo do ponto de vista artístico, mas… vamos lá!).

Os principais monumentos que vi foram: a cruz feita em pau-brasil (que marca a primeira missa realizada na área da futura capital)…

 

… a escultura que simboliza as famílias de pioneiros na cidade…

… no chão, coberto com pedra portuguesa, estão homenageadas as tribos indígenas do estado (cada grafismo, segundo os locais, identifica uma tribos indígena distinta).

Bem em frente ao Palácio Araguaia, uma escultura em pedra acinzentada (granito ???) e com os dizeres apagados me deixou em dúvida… foi só conversando com locais que descobri ser um monumento em homenagem à Bíblia…

 

Serviço:
Palácio Araguaia: para tentar agendar a visita: cerimonialto@gmail.com

 

Praça dos Girassóis: observações gerais

18/03/2018
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[Lembrete: Viagem realizada em 2015]

Propalada como a maior praça urbana do mundo (não sei não…), a Praça dos Girassóis (oficialmente inaugurada em 7 de setembro 2000 pelo então governador Siqueira Campos ) abriga o centro administrativo do estado do Tocantins, além de um museu, vários monumentos, árvores e pássaros. Trata-se de uma praça pública, sem cercas nem pórticos de entrada (com exceção do Palácio Araguaia). Contornada por movimentadas e amplas vias para carros e ônibus, ela é um espaço ocupado principalmente por pedestres, ciclistas, turistas e… pássaros!

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Não vou mentir: a Praça é realmente muuuuito vasta (uma local disse que a Praça dos Girassóis só perde, em tamanho, para a Praça Vermelha, na China), mas para ser a maior do mundo, eu queria ver quem mediu mesmo! Hahah.

Brincadeiras à parte, confesso que não percorri exatamente toooodos os quadrantes da praça, mas circulei por boa parte.

Durante o fim de semana, a Praça é bem deserta de gente (não cheguei a me sentir insegura por isso; mas, confesso: não vi nenhum guardinha fazendo a patrulha…). Suspeito que este miolo da Praça não seja exatamente recomendável à noite…

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No mais, o espírito da visita foi “já que estou aqui, vou conhecer”.

Bem no centro da Praça, na parte mais alta (é praticamente uma colina), fica o Palácio Araguaia, sede do governo do estado de Tocantins. É justamente esta construção que divide a praça (e a cidade!) em norte e sul!

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A arborização da Praça é bastante esparsa; em alguns lugares, há concentração de árvores e alguma sombrinha.

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Mas, para atravessar para outras áreas, normalmente a gente tem que passar por uma grande área sob o solaço!) Então, não estranhe de não ver a população ocupando a praça com piqueniques ou praticando esportes durante o dia.

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Rara aparição de gente no meio da praça durante o mormaço do dia

Muitas das árvores têm plaquinhas de identificação (o que é legal).

As espécies estão misturadas: tem árvore exótica (por exemplo, o cheiroso jasmim) ao lado de espécies nativas (por exemplo, fava-de-bolota e buriti).

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Em tempo: não sei qual é a simbologia dis girassóis em relação ai estado de Tocantins, mas devo dizer que, nos lugares onde circulei, não vi um pezinho da planta… A presença dos girassóis que dão nome à praça só detectei nos adornos das grades do Palácio Araguaia…

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Detalhe das grades em torno do Palácio do Araguaia

No perímetro da Praça, vi que há uma pista onde os locais praticam esportes (correm, caminham, etc.). No entanto, como a sombra é praticamente inexistente (e aqui faz um sol de rachar, acentuado pelo reflexo no piso de cimento!), o povo vem se exercitar… de noite!